sábado, 13 de agosto de 2011

Cultura e Religião Grécia (Séc:V)





Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.
A dramaturgia grega também pode ser destacada. Quase todas as cidades gregas possuíam anfiteatros, onde os atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. Poesia, a história , artes plásticas e a arquitetura foram muito importantes na cultura grega.
A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuíam características humanas e de deuses. Os heróis gregos(semi-deuses) eram os filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Podemos destacar outros deuses gregos : Atena (deusa das artes), Apolo (deus do Sol), Ártemis (deusa da caça e protetora das cidades), Afrodite (deusa do amor, do sexo e da beleza corporal), Démeter (deusa das colheitas), Hermes (mensageiro dos deuses) entre outros. A mitologia grega também era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.
Os gregos costumavam também consultar os deuses no oráculo de Delfos. Acreditavam que neste local sagrado, os deuses ficavam orientando sobre questões importantes da vida cotidiana e desvendando os fatos que poderiam acontecer no futuro.
Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas. As decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço público de debate político). 

Democracia Nos dias de Hoje


A Democracia nos dias de hoje não pode viver apenas do voto das 
pessoas, ela precisa de viver da dinâmica da progressiva conquista, por mais e 
melhores direitos para todos, e alimentar-se, diariamente, da participação 
cívica, da proximidade entre eleitos e eleitores e do grau de cultura dos seus
cidadãos.  
Aonde existir  fome, falta de saúde, desemprego ou trabalho precário, 
falta de habitação, insegurança social e persistir o analfabetismo, a democracia 
andará, sempre, muito coxa. 
Por outro lado, só uma maioria que, realmente, saiba interpretar o querer 
e sentir do Povo pode representar, o mesmo Povo, por isso é fundamental num 
Estado Democrático o direito a um ensino gratuito e universal. 
Mas essa representatividade não pode ser meramente formal e assentar 
só em presentes e futuros sufrágios, tantas vezes com anos e anos de 
intervalo. Os eleitos devem assumir e cumprir o dever de ouvirem os eleitores e 
fazerem a ponte entre o cidadão e o poder. 
A maioria deve também auscultar a minoria, o partido mais votado em 
determinado país, talvez nunca viesse  a sê-lo se a própria sociedade aonde 
cresceu, não lhe tivesse dado oportunidades de propor as suas ideias quando 
foi minoritário, e não tivesse tido a oportunidade de se fazer escutar   
Em algumas democracias é a minoria a própria voz do povo amordaçado e em 
muitas democracias, é, mesmo, a única voz dos excluído

Democracia Grega (Sec:V)

O termo democracia, como é sabido, teve a certidão de nascimento na Grécia, como 
o regime a que se aplica. (…)  
O termo apresenta o mesmo tipo de formação de aristocracia – regime em que 
dominam os aristoi, “os melhores” no sentido social – e de plutocracia – o sistema 
político em que o acesso ao poder se baseia na riqueza. Democracia é assim o 
“governo pelo demos”, o povo. 
Falar de democracia grega é falar, pode dizer-se, de democracia ateniense – 
expressões que praticamente se equivalem. É certo que em outros Estados gregos o 
povo atingiu o poder, em alguns possivelmente até primeiro do que em Atenas, como 
aconteceu em Mileto, Mágara, Samos, Quios, one é provável terem existido 
instituições democráticas desde inícios ou meados do século VI a.C. (…) 
Apesar de não ser o mais antigo exemplo de democracia e de não ser caso isolado nos 
séculos V e IV, Atenas foi, no entanto (…) a mais conhecida e sempre um ponto de 
referência para as demais, a que nos fornece mais fontes e dados para estudo, a que 
levou o regime a maior perfeição, a que nos legou princípios ainda hoje 
fundamentais. Inspirou, além disso, muitos outros estados gregos a seguir o seu 
exemplo. À sua volta formou-se uma simaquia – a de Delos, ou Primeira 
Confederação Ateniense, como também se lhe chama –, que esteve na base de um 
império, cujas cidades adoptaram, de modo geral, o 
regime democrático. Esta simaquia, no século V, formava um bloco que se opunha a 
um outro, liderado por Esparta, a Simaquia do Peloponeso, em cujos Estados 
dominava a oligarquia. (…) 
No chamado “século de Péricles”, ou, para  alargar um pouco mais os limites, entre 
480 e 380, Atenas viveu uma época áurea no aspecto cultural, artístico, literário, 
político e económico. Era uma cidade cheia de vida, de dinamismo, onde afluíam 
pensadores e comerciantes de todos os lados. (…) 
A cidade atraiu intelectuais de várias partes da Grécia e foi no seu seio que a História 
atingiu a maturidade com Heródoto e com Tucídides; que o Teatro se desenvolveu e 
nos legou peças que ainda hoje são obras-primas constantemente imitadas; que o 
movimento dos Sofistas se afirmou como resposta às necessidades do regime 
democrático; que a arte atingiu o pleno  desenvolvimento com as realizações da 
Acrópole; que a educação, a filosofia, a ciência deram passos decisivos com Sócrates,  Dossier temático – A Democracia Grega    4/26
Platão, Isócrates, Aristóteles; que apareceu a teorização e a reflexão política 
sistemáticas. 
Se os Helenos descobriram a democracia, foram também eles que criaram a teoria 
política – a arte de chegar a decisões graças à discussão pública. Nisso Atenas teve 
papel de realce. Foi nessa polis que primeiro se reflectiu sistematicamente na 
realidade política, observando-a, descrevendo-a, comentando-a; foi aí que em 
definitivo se formularam teorias políticas. (…) 
Os Gregos e Romanos, sobretudo os primeiros, eram ciosos de ter por único soberano a 
Lei, e isso os distinguia profundamente dos Bárbaros. Mesmo os governantes tinham 
de lhe obedecer e por ela conformar a sua actuação – sobretudo eles, porque como 
observava e bem Creonte na Antígona de Sófocles, não se conhece o temperamento 
e carácter de um homem antes de ele se exercitar no poder e na legislação. Esse 
poder e leis vêm da participação dos cidadãos, sendo nestes que reside a pólis.